sexta-feira, 12 de março de 2010

A palmada pedagógica.

Tenho vários passatempos sendo um deles a observação da natureza. Há uns tempos observava, no estuário do Sado, as andorinhas do mar, Sterna albifrons, e as suas crias.
Trata-se de uma das espécies que nidificam no solo e confiam na camuflagem para enganar os predadores.
Para os ovos camuflagem e para as crias camuflagem e imobilidade absoluta, a escassos metros a cria parece uma pequena pedra como muitas outras.
Tinha localizado um casal e três crias, três pequenos seixos apesar de estar a utilizar binóculos. Os pais levantaram voo e foram à procura de alimento deixando os petizes a fazer o seu papel. Mas…., a juventude! As crias começam a crescer e precisam de aprender, explorar e preparar-se para a vida. Então os três seixos mexeram-se, levantaram-se e começaram a estudar o meio envolvente.
Em pouco tempo um dos progenitores regressou com uma atitude preocupada e com algumas bicadas pedagógicas remeteu os petizes à imobilidade. Não. Ainda não tinha chegado o dia em que podiam estudar lições mais avançadas.
A palmada pedagógica está presente no comportamento de todas as espécies cujo desenvolvimento exige aprendizagem.

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